quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Pormenores do Tratamento...

        Boa  tarde, pessoal...hoje quero esclarecer o que causou meu AVC e o tratamento que segui até agora.
 Meu AVC foi isquêmico e do lado esquerdo do cérebro e por isso afetou o lado direito do meu corpo,  sou destra, então imaginem o que foi pra mim. Sequelas: fiquei com a fala bem enrolada, com o hemiparesia do braço e perna direitos, afetando assim a marcha(forma de andar)que está prejudicada eu manco e o braço direito ficou paralisado e a mão fechada, 😢

        A causa do meu AVC só foi descoberta após eu fazer um ecocardiograma no primeiro hospital pra onde fui levada após  passar mal o Hospital Municipal de Contagem. Continuando, no ecocardiograma foi descoberto um tumor no meu coração, chamado Mixoma que é tão raro, que nem lá os médicos conheciam... Esse médico que me fez o exame conhecia um caso que foi operado na Santa Casa de Belo Horizonte e por isso solicitou minha transferência pra lá. O Mixoma é uma formação gordurosa que no meu caso estava na válvula Atrial Esquerda bem onde o sangue entrava e saia do coração então ela balançava conforme o fluxo de sangue pra dentro e pra fora e soltou uma partícula que acabou obstruindo uma  artéria do cérebro causando o AVC. O mais estranho é que não foi nada do que eu fiz ou meu estilo de vida, vício ou alimentação que foi responsável por isso. 

       Não quero pregar nenhuma religião aqui porque respeito a todos os leitores e cada um tem seus princípios apenas acho que aconteceu porque tinha que acontecer, e comigo.

           Bom, fiquei internada um mês na Santa Casa de BH e ganhei uma cirurgia do coração com urgência, pois  se não retirasse o Mixoma(fala-se Micssoma) corria o risco de acontecer de novo e eu sofrer outro AVC a qualquer momento.


Lembro que, precisava de ajuda pra tudo, não sentava pois não tinha equilíbrio, pra ir ao banheiro e tomar banho me carregavam, eu olhava no espelho e via uma criatura largada na cadeira de banho mas não era eu, é engraçado como esse período no hospital parecia um sonho não parecia realidade. No meu último dia me lembro que queria tentar andar, porque via as outras pacientes sendo acompanhadas para andar pelas fisioterapeutas e eu nada, ficava olhando, triste, daí no último dia pedi pra tentar...
        Fui acompanhada pela fisioterapeuta até a porta do outro quarto, mas minha perna era arrastada, eu não levantava, pesava uma tonelada, e eu suava de pingar, isso me marcou muito, porque até aquele momento, eu não tinha ideia da luta que eu teria que travar com a doença e do tamanho do desafio que eu iria transpor, saí do hospital sem andar, em cadeira de rodas... as dores da cirurgia eram horrorosas, imaginem você ter um corte do pescoço a quase o umbigo  que a qualquer movimento parecia que ia abrir...

          Isso foi em 20/09/2015,  em outubro de 2015 comecei a fisioterapia numa clínica próxima da casa de minha sogra, que se recusava a deixar eu voltar pra casa por motivos óbvios. Comecei indo para a fisioterapia 3 vezes por semana e ainda em casa o Eloy tão dedicado leu tudo e mais um pouco sobre o tratamento e me punha pra andar na varanda da  casa segurando na grade e eu confesso que odiava. porque cansava, porque doía, porque a minha vida era só fazer exercício coisa que nunca gostei, mas por amor a ele e a mim fazia. Logo depois consegui outro local para fazer fisioterapia pela prefeitura, e  confesso, que saco, eu cheguei a ter compromisso todos os dias da semana segunda a sexta, eu tinha fisioterapia, hoje eu agradeço mas na época era horrível eu torcia pra acontecer alguma coisa que me impedisse de ir, como uma chuva forte ou outra coisa.Além das clínicas, eu tinha que ir no acompanhamento no Hospital Sarah Kubitschek que é um centro de referência de pessoas com deficiência daqui tipo um AACD.

Hoje: Gente tanta dedicação e busca de melhora adiantou muito, houve melhoras significativas, hoje ainda faço fisioterapia na clínica terça e quinta, no Centro de Especialidades Médicas Iria Diniz faço TO (terapia Ocupacional) toda quinta, e Acupuntura as segundas, e ainda sou acompanhada pelo Hospital Sarah, ando pra cima e pra baixo de bengala, e uso órtese ou tutor na perna que ajuda ao meu joelho não ficar indo pra trás, em casa ando sem ajuda(ainda manco bem menos) não fico segurando nas paredes, meu braço levanto até o ombro e a mão está recuperando bem mas aos poucos já seguro as coisas com ela mas ela está começando a abrir agora,aos poucos, minha vida está cada vez mais adaptada, mas o que deixo pra vocês é a palavra Paciência. Sem ela não se sobrevive ao AVC. Sejam positivos, acreditem na melhora, porque se a gente pensa e acredita o corpo aceita. Desculpem o texto longo acho que deveria ser novelista kkkk beijo a todos...

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Como aconteceu...

Oi galera to de volta, hoje vou contar resumidamente como foi que aconteceu meu AVC. só pra explicar rapidão o que é AVC pra quem não sabe...
AVC(Acidente Vascular Cerebral) tem 2 tipos, isquêmico, quando entope alguma veia que leva o sangue para o cérebro e hemorrágico, que além de interromper o fluxo de sangue também estoura a veia e 'derrama' o sangue no cérebro, acredito que daí que vem o termo popular 'derrame'.

Vou contar como aconteceu tudo, e depois explico qual foi o que eu tive... não quero um post superlongo e chato vou tentar dividir em tópicos.

algumas pessoas fazem parte da minha vida vou citá-las porquê quando mencioná-las vocês saberão de quem se trata... Eloísio: meu marido a 13 anos supercompanheiro e amigo acima de tudo ás vezes o mencionarei pelo apelido Eloy; Ian: meu filho de 21 anos que mora comigo; Hannah: minha filha de 15 anos que mora em SP com o pai.

Vamos ao acontecido: em Agosto do ano passado mais precisamente dia 15 eu e o Eloy resolvemos ir a um supermercado novo no bairro vizinho de casa mas perto, e fomos a pé, sempre gostamos muito de andar juntos, e naquele dia não seria novidade íamos no supermercado atrás de ofertas kkk, ele me disse que naquele dia eu reclamei de dor de cabeça mas não me lembro,então, estávamos eu e ele subindo uma rua do bairro Água Branca, e de repente eu tropecei nas próprias pernas e caí. Naquela hora eu senti que caí com a mão no chão e ralei, a mesma doeu,daí eu gritei - Loy! e saiu um grunido não saiu a palavra. Ouvi ele me chamar, e uma outra pessoa que estava em um bar de frente aonde eu caí o ajudou a me levantar, nisso não consegui ficar em pé e eles me colocaram em uma cadeira, Loy me chamava e eu não conseguia levantar a cabeça pra olhar pra ele, e ao falar eu babava e não saia uma palavra, só grunidos incompreensíveis. Chamaram o Samu e lá fui eu pro Hospital mais próximo.

Simplesmente foi assim, e é assim, não precisa muita coisa pra se ter um AVC, sério, basta estar vivo, existem fatores de risco podendo ser evitado e tudo mas o mais incrível é que eu não me encaixo em nenhum grupo de risco e aconteceu comigo! Por isso, meus amores que falo sempre: -saúde não tem preço, não estou pregando uma vida fitness nem nada, apenas entendam o valor que existe em ser saudável, ter o controle de seus movimentos, ser pleno! É muito importante dar valor a essas coisas por menores que sejam. A felicidade é abraçar um amigo, correr pra pegar seu ônibus, segurar a mão de seu filho, descascar os alimentos pro jantar, arrumar sua cama, coisas que fazemos milhares de vezes  ao dia e ainda reclamando... Vamos agradecer por estarmos vivos e ter pessoas ao nosso lado,isso é viver! Amanhã tem mais, desculpem se o post foi longo mas sou nova nisso então relevem...beijo a todos!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

"Suspeitei desde o Princípio"





Oi gente, meu nome é Thaís mas podem me chamar de Thata, resolvi escrever um blog porque acredito que eu possa ajudar e incentivar as pessoas que como eu, sofreram um AVC...Bom o assunto não deve interessar a todas as pessoas que me conhecem afinal, por experiência, acredito que as pessoas só prestem atenção ao assunto depois que sofrem com isso, seja uma experiência pessoal ou com pessoas queridas e próximas, como amigos, ou mesmo parentes. Quero deixar claro que acho perfeitamente natural e humano afinal sempre nos achamos inatingíveis ou invencíveis, doença é como ganhar na mega sena, sempre tem um "ganhador" mas nunca é você...é engraçado pensar dessa forma mas é  verdade pura e simples. Isso serve de alerta gente, a saúde é uma dádiva muito importante e gostaria que você, é você que está lendo isso agora parasse e refletisse um pouco sobre isso. Veja o meu caso, sempre fui uma mulher independente, sempre trabalhei, sempre fui livre no pensamento e nas ideias apesar de ser filha de um casal teoricamente tradicional, meus pais sempre seguiram padrões da sociedade e até tiveram religião fixa e distinta e fui criada dentro das regras tradicionais, daquelas em que até se aprende as posições dos talheres quando se está em um jantar formal. Mas a louca aqui sempre teve uma rebeldia interna forte o fato de ser aquariana talvez tenha ajudado um pouco sei lá,mas fui casada tive 2 filhos e sempre trabalhei e fiz o q bem entendia de minha vida...Aonde eu quero chegar com essa conversinha? Bem, com 43 anos eu tive um AVC, caraca! É uma mudança radical na vida da gente, teve sequelas e minha vida mudou da água pro vinho como dizem...pretendo contar o episódio logo mais pra quem tiver interesse mas estou aqui vivinha da silva e feliz é isso! Sim to feliz e é possível ser feliz com sequelas do AVC e é isso q quero passar pra vôces... não desistam, é isso logo mais tem mais post um beijo pra quem leu...adoro vocês...